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  • Mitsuo Kaneko

Afeal estima crescimento de faturamento do setor de esquadrias de alumínio em 10,5% em 2021



Dado foi revelado em encontro anual da entidade, realizado virtualmente nesta semana

30 de setembro de 2021

14:07

Depois da turbulência causada pela pandemia da Covid-19, o segmento de esquadrias de alumínio vive um momento positivo. É o que revelou Alberto Cordeiro, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (Afeal), no 4º encontro do segmento, realizado de maneira virtual e simultânea à Fesqua 2021 no dia 29 de setembro.


Segundo o dirigente da entidade, apesar da queda no volume em 2020, o faturamento subiu 10,7%, devido ao aumento do preço das matérias-primas, alcançando R$ 5,6 bilhões no ano passado.


“Para 2021, a perspectiva é de crescimento de 10,5%. Com a previsão de lançamentos imobiliários, 2022 também já está contratado, pois o nosso setor chega um ano depois no empreendimento, no período de acabamento da obra”, explica.

Panorama da incorporação imobiliária

Atualmente, o setor de construção civil emprega 10% dos trabalhadores brasileiros, gera 9% de todos os tributos arrecadados no país e representa 7% do Produto Interno Bruto (PIB). A informação é de Luiz Antônio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).


“O PIB da construção ajuda a puxar o PIB do Brasil de maneira positiva. Havendo a recuperação da economia, geramos empregos rapidamente. Podemos ser a locomotiva do crescimento assim que tivermos condições macroeconômicas estáveis”, declarou o executivo durante o encontro.

De acordo com o presidente da Abrainc, o mercado de incorporação tem grande ajuda da taxa de juros real que segue negativa, o que estimula as pessoas a investir em imóveis em vez de em aplicações financeiras tradicionais.


Uma pesquisa realizada com 18 associadas mostrou que os lançamentos de imóveis aumentaram 61% no primeiro semestre de 2021. Outro estudo, em parceria com a Deloitte, apontou que 94% dos empresários pretendem lançar pelo menos um empreendimento nos próximos meses.


Perspectivas macroeconômicas

Para Denise de Pasqual, economista e diretora-comercial da Tendências Consultoria, a retomada das atividades está em curso no Brasil, mas o cenário para 2022 poderá ser mais desafiador, com os impactos da elevação da taxa de juros e a incerteza eleitoral afetando o câmbio.


No evento, a consultora informou que a inflação deve ficar muito acima da meta neste ano, com projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 8,2%.


“Quando olhamos os segmentos de produtos, a alta dos preços da energia e dos combustíveis chega a 12,6%. Em 2022, a expectativa do IPCA é de 4,2%, com inflação mais equilibrada entre os segmentos”, explica.

Na visão da especialista, o país vive uma crise fiscal de longo prazo, relacionada tanto à inflação como à receita, cuja ampliação não se repete nos próximos anos. Nesse cenário, há necessidade de reformas estruturais, além de discussão de gastos obrigatórios como saúde e educação, dentro de um orçamento engessado.


No setor da construção civil, a consultora afirma que o PIB está crescendo com taxas bem acima da média da economia, assim como o financiamento imobiliário, o qual deve aumentar 30%. No entanto, ambos terão acomodação em 2022, por conta da alta da taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) e do ambiente mais instável.


Em relação às vendas de imóveis novos, a projeção é de aumento de 9% em 2021 e de 1,7% no ano que vem. Já os lançamentos devem subir 17% neste ano e 1,2% em 2022.


“A fragilidade do mercado de trabalho, as incertezas econômicas, a taxa de juros e as condições de crédito imobiliário ficarão mais apertadas”, frisa Denise.


Fonte: Revista Alumínio

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